💥— Você está pensando em ir embora com outra? Tudo bem. Mas primeiro conserte o armário do quarto, porque ele está rangendo há três meses — disse Polina calmamente…

Polina empurrou o carrinho pela soleira da porta e suspirou.

Masha dormia, exausta depois do passeio noturno — as bochechas rosadas, os punhos fechados e a boquinha entreaberta.

Uma noite comum, uma quinta-feira comum.

Só que, no corredor de entrada, estavam os sapatos do marido.

Eram seis da tarde.

Isso nunca acontecia.

Polina colocou cuidadosamente a filha no berço e ajeitou o cobertor.

Depois foi para a cozinha.

Nikolai estava sentado à mesa, com as mãos diante de si e os dedos entrelaçados.

Não olhava para ela, mas para algum ponto na parede, além dela.

— Hoje você chegou cedo — disse Polina, pegando uma frigideira.

— Vai querer batatas ou macarrão?

— Polina, sente-se.

— Vou ficar de pé.

— Então, o quê? Batatas?

— Eu vou embora.

Ela colocou lentamente a frigideira sobre o fogão.

Não porque suas mãos estivessem fracas, mas porque queria colocá-la no lugar sem fazer nenhum barulho desnecessário.

Masha tinha acabado de adormecer.

— Para onde você vai?

— Você sabe do que estou falando.

— Não.

— Diga diretamente.

Nikolai finalmente levantou os olhos.

Seu olhar era estranho — preparado, ensaiado.

Era evidente que ele tinha repetido aquelas palavras no carro enquanto voltava para casa.

Talvez até tivesse anotado os pontos principais.

— Eu estou deixando você.

— Nós dois já faz algum tempo… enfim, você sabe.

Polina ficou olhando para ele por um longo tempo, com serenidade.

Em algum lugar no fundo de sua consciência, algo clicou silenciosamente: ela estava esperando por aquilo.

Talvez não hoje.

Não numa quinta-feira.

Mas estava esperando.

As ligações que ele atendia na varanda.

A nova colônia.

O hábito repentino de passar as próprias camisas — antes, ele nem conseguia encontrar o ferro de passar.

— Entendi — disse ela.

— Entendeu?

— E só?

— O que você quer ouvir?

— Que eu vou cair de joelhos?

— Que vou arrancar os cabelos?

Nikolai ficou ligeiramente desconcertado.

Era evidente que esperava outra reação.

Gritos, lágrimas, acusações — ele estava preparado para isso.

Para a calma, não.

— Eu pensei que conversaríamos normalmente…

— É exatamente isso que estamos fazendo.

— Só tem uma coisa.

Polina enxugou as mãos com o pano de prato e pendurou-o cuidadosamente no gancho.

— Você está pensando em ir embora com outra?

— Tudo bem.

— Mas primeiro conserte o armário do quarto.

— Ele está rangendo há três meses.

— O quê?

— O armário.

— No quarto.

— A porta direita.

— Você promete consertá-la desde setembro.

— Polina, você está falando sério?

— Eu digo que estou indo embora e você está falando da porta?

— E quem vai consertá-la?

— Você vai embora, eu fico sozinha com Masha e vou ter que ouvir todas as noites essa porta rangendo toda vez que eu a abrir?

— Nem pensar.

— Você prometeu — faça.

Nikolai passou a mão pelo rosto.

Era tão absurdo, tão cotidiano, que ele não encontrou nenhum argumento.

— Tudo bem.

— Vou consertar a porta e depois arrumo minhas coisas.

— As ferramentas estão no depósito, na segunda gaveta de cima.

Ele se levantou.

A cadeira rangeu no chão.

Polina pegou as batatas e começou a descascá-las — calma e metodicamente, como se nada estivesse acontecendo em sua vida.

O telefone sobre a mesa vibrou com uma nova mensagem.

Marina: “Vocês chegaram bem?

— Masha não acordou?”

Polina respondeu em uma única linha: “Chegamos.

— Nikolai está indo embora com outra.

— Estou consertando a consciência dele através da porta do armário.”

Marina respondeu um segundo depois: “O quê?!”

“Depois eu conto.

— Estou ocupada.”

*

Ouviam-se batidas vindas do quarto.

Nikolai mexia na dobradiça que estava frouxa desde julho.

Polina se lembrava perfeitamente: em julho, porque foi quando Masha segurou aquela porta pela primeira vez e ela quase caiu sobre a menina.

Polina contou ao marido naquele mesmo dia.

Ele respondeu: “Amanhã.”

Quatro meses se passaram.

Vinte minutos depois, Nikolai saiu.

— Pronto.

— Reapertei a dobradiça e troquei os parafusos.

— Não range mais.

— Satisfeita?

— Satisfeita — corrigiu Polina.

— Já que está aí, dê uma olhada na janelinha da cozinha.

— Ela não fecha completamente e entra frio.

— Polina…

— Masha dorme no quarto ao lado.

— O vento entra pela fresta.

— Você prometeu olhar isso em outubro.

— Não me lembro de ter prometido.

— Eu me lembro.

— Dia doze de outubro, domingo.

— Você disse: “Vou fazer durante a semana”.

— Já se passaram cinco semanas.

Nikolai ficou parado na porta, e em seu rosto começou a surgir lentamente aquela raiva masculina peculiar que aparece quando você percebe que alguém o enganou, mas não consegue entender como.

— Você está fazendo isso de propósito?

— Fazendo o quê de propósito?

— A janelinha não fecha — isso é um fato.

— Você está indo embora — isso também é um fato.

— Quando você for embora, eu não vou conseguir consertá-la sozinha.

— É uma janela de vidro duplo, o mecanismo… eu nem sei o que está quebrado.

— São cinco minutos.

— Ótimo.

— Cinco minutos e você estará livre.

Ele foi para a cozinha.

As ferramentas começaram a tilintar.

Polina sentou-se na poltrona e permitiu-se fechar os olhos por um segundo.

Apenas um segundo.

O telefone de Nikolai, deixado sobre a mesa da cozinha, vibrou.

Ela não olhou.

Não porque não quisesse.

Simplesmente não precisava.

Ela já sabia.

Dez minutos depois, ele voltou.

— A janelinha.

— Pronto.

— A lingueta estava torta, endireitei.

— E agora?

— A torneira do banheiro?

— As telhas do telhado?

— O telhado está bom.

— Mas a caixa acoplada do vaso sanitário está vazando.

— Desde o mês passado.

— Você está zombando de mim.

— Estou falando sério.

— A água está correndo e o hidrômetro está girando.

— Depois que você for embora, vou pagar o apartamento sozinha.

— Cada litro a mais é dinheiro meu.

— Nosso — não, agora é meu.

Nikolai respirou fundo.

Quis dizer alguma coisa, mas apenas soltou o ar.

Foi ao banheiro.

A tampa da caixa acoplada bateu.

O telefone de Polina emitiu um pequeno som.

Marina: “Ele realmente está consertando?”

“Já é a terceira coisa.

— Armário, janelinha e agora a caixa acoplada.”

“Genial.

— Você é genial.”

“Eu não sou genial.

— Apenas mantive durante quatro meses uma lista de tudo o que ele prometeu fazer e nunca fez.”

A voz de Nikolai veio do banheiro:

— Polina!

— Preciso de uma borracha de vedação.

— Temos alguma?

— Na gaveta debaixo da pia, dentro do saco transparente.

— Eu comprei em setembro, quando você disse que ‘resolveria isso no fim de semana’.

Silêncio.

Depois, uma voz abafada:

— Encontrei.

*

Às nove da noite, Nikolai havia consertado a mangueira do chuveiro, substituindo o adaptador rachado.

Polina lhe entregou um novo, do mesmo saco debaixo da pia.

Ele o pegou sem dizer uma palavra e fez o trabalho em silêncio.

Seu telefone tocou pela quarta vez.

Ele recusou a chamada sem olhar para a tela.

Mas, na quinta ligação, atendeu.

— Sim, Igor.

— Não.

— Mais tarde.

— Eu… ainda tenho algumas coisas para resolver aqui.

— Não sei.

— Espere.

Desligou.

Olhou para Polina com uma expressão indecifrável.

— Polina, preciso ir.

— Realmente preciso ir.

— O micro-ondas não esquenta.

— Desde agosto.

— Eu esquento a comida de Masha no fogão.

— No fogão, Nikolai.

— Todos os dias.

— Quatro vezes por dia.

— Isso não é um pequeno conserto, é…

— Você abriu o aparelho em agosto e disse: “O contato se soltou, não é nada, vou soldá-lo à noite”.

— O ferro de solda ainda está na varanda.

— Foi aquecido exatamente zero vezes.

Ele ficou olhando para ela por um longo tempo.

Então disse baixinho, quase separando cada sílaba:

— Você entende o que está fazendo?

— Estou consertando o apartamento com as suas mãos enquanto elas ainda estão aqui.

— Depois de amanhã, essas mãos não estarão mais aqui, mas o micro-ondas continuará.

— Você pode chamar um técnico.

— Posso.

— Com o meu dinheiro.

— Que será reduzido pela metade depois que você for embora.

— E você pode fazer isso de graça e rapidamente.

— Vinte minutos.

Ele foi até a varanda buscar o ferro de solda.

Polina ligou para Marina.

— Marina, ele está consertando o micro-ondas.

— Você… você é incrível.

— E ele?

— Furioso.

— Mas está fazendo.

— É mais fácil para ele fazer alguma coisa do que discutir.

— Ele sempre foi assim.

— Resolvia qualquer conflito com ações, só para não precisar conversar.

— E você, como está?

— Estou bem.

— Estranhamente, estou realmente bem.

— Eu achava que doeria mais.

— Mas, em vez de dor, tenho uma lista.

— Que lista?

— Uma lista longa, Marina.

— Muito longa.

Polina guardou o telefone.

Masha começou a choramingar no berço.

Polina foi até ela, pegou-a no colo e começou a balançá-la.

Quentinha, macia e cheirando a xampu infantil.

— Está tudo bem, minha pequena.

— Está tudo bem.

A voz de Nikolai veio da cozinha:

— Está funcionando.

— O que mais?

— O forno.

— O aquecimento inferior não liga.

— Desde o verão.

— Desde o verão?!

— Mais precisamente, desde vinte e três de junho.

— Naquela época você disse: “É o termostato, uma peça barata, vou colocar no sábado”.

— Comprei a peça no dia seguinte.

— Ela está na geladeira, dentro de uma caixa.

Nikolai entrou no quarto.

Ficou parado olhando para ela enquanto ela segurava a filha nos braços.

Algo mudou em seu rosto — não arrependimento, não.

Era mais a percepção de como ele estava parecendo ridículo.

— Polina, você fez uma lista?

— Não fiz lista nenhuma.

— Eu simplesmente me lembrava.

— Todos os dias.

— Cada vez que alguma coisa quebrava e você prometia consertar, mas não consertava.

— Sabe, é fácil lembrar quando se vive com isso todos os dias.

— Eu não fiz isso de propósito…

— É claro que não.

— Você estava apenas ocupado.

— Com outras coisas.

— Com outras pessoas.

— O forno, Nikolai.

Ele saiu.

*

Às onze da noite, estavam consertados: o armário, a janelinha, a caixa acoplada, a mangueira do chuveiro, o micro-ondas, o forno, a maçaneta frouxa da porta da varanda e o interruptor do corredor, que piscava toda vez que era acionado.

Masha já havia comido há muito tempo e dormia.

Polina esquentou o mingau dela — no micro-ondas, pela primeira vez em vários meses.

Foi um prazer estranho: apertar um botão e ver o prato girar lá dentro.

Uma coisa pequena.

Uma coisa pequena que funcionava.

Nikolai lavou as mãos.

Enxugou-as com uma toalha — não a da cozinha, mas aquela velha que Polina lhe dera em vez de um pano.

Ele estava parado no meio do corredor, irritado e com fome.

— Tudo?

— Tudo — assentiu Polina.

— Então vou arrumar minhas coisas.

— Arrume.

Ele foi para o quarto.

Abriu o armário — o mesmo cuja porta havia consertado.

Ela não rangeu.

Silêncio absoluto.

Mas lá dentro estava vazio.

Do lado dele, não havia nada.

Nem camisas, nem suéteres, nem jeans.

As prateleiras estavam vazias.

— Polina!

Ela apareceu na porta.

— Onde estão minhas coisas?

— Nas malas.

— No corredor.

— Duas pretas e uma cinza.

— Eu as arrumei enquanto você consertava as coisas.

— Você… quando?

— Enquanto você estava no banheiro consertando a caixa acoplada — a primeira mala.

— Enquanto você soldava o micro-ondas — a segunda.

— O forno — a terceira.

— Você estava ocupado e não percebeu nada.

Nikolai olhou para o armário vazio, depois para ela e novamente para o armário.

— Você planejou isso.

— Não.

— Eu simplesmente não perdi tempo enquanto você perdia o seu.

— Essa é a diferença.

O telefone de Nikolai tocou novamente.

Igor.

Ele atendeu:

— Sim.

— Não, Igor, eu…

— Em breve.

— Não sei.

— Em breve, eu disse!

Desligou.

Então, inesperadamente, disse em voz baixa:

— Estou cansado.

— Está tarde.

— Talvez eu possa dormir aqui esta noite?

— Vou embora amanhã de manhã.

— Ah, não — disse Polina.

E aquele “não” era absoluto, firme e sem nenhuma brecha.

— Você disse que iria embora.

— Suas coisas estão prontas.

— Igor está cansado de esperar por você.

— Vá.

— Estou com fome.

— Não como desde o almoço.

— Você pode pelo menos me dar de comer?

Polina inclinou levemente a cabeça.

Não havia raiva em seu rosto.

Nem triunfo.

Havia outra coisa — a calma gelada de uma pessoa que tomou uma decisão e não pretende mudá-la.

— A mulher para quem você está indo vai alimentá-lo.

— Coma na casa dela.

— Polina, chega.

— Eu consertei metade do apartamento.

— Posso pelo menos comer um sanduíche…

— Você consertou aquilo que prometia consertar havia meses.

— Não por mim — por você mesmo.

— Pela sua consciência, se ela ainda funciona.

— Isso não é um favor, Nikolai.

— É uma dívida.

— E uma dívida não é jantar.

Ele ficou parado em silêncio.

Seu telefone tocou novamente, mas desta vez de outro número.

Ele olhou para a tela e seu rosto mudou.

— Tamara Sergeevna — disse Polina calmamente.

— Sua mãe.

— Atenda.

— Como você…

— Liguei para ela uma hora atrás.

— Enquanto você trocava o interruptor.

— Contei tudo a ela.

— O que você contou?!

— Que você está indo embora.

— Ela ficou surpresa, aliás.

— Não por você estar indo embora.

— Mas por você estar aqui consertando coisas.

— Ela disse: “Kolya?

— Consertos?

— Não acredito”.

Nikolai ficou pálido.

Pegou o telefone.

— Sim…

— Não, é…

— O quê?

— O sofá?

— Que sofá?!

— Mãe, agora não.

— Não.

— Não!

Ele afastou o telefone da orelha.

Olhou para Polina com olhos arregalados.

— Ela quer que eu veja o sofá dela.

— O mecanismo para abrir o sofá emperrou.

Polina permitiu-se um breve sorriso, quase imperceptível.

— Um grande futuro espera por você, Nikolai.

*

Ele estava parado no corredor de entrada.

Três malas aos seus pés.

A jaqueta nas mãos.

Do outro lado da porta estava a escada escura do prédio, o carro de Igor em algum lugar lá embaixo e toda uma nova vida que ele havia imaginado para si mesmo.

Mas aquela vida parecia diferente no momento em que ele saía.

Antes, ele havia imaginado estar ao volante, ouvindo sua música favorita e sentindo-se livre.

Agora estava ali com as unhas sujas, impregnado de cheiro de óleo de máquina, com as costas doloridas depois de passar uma hora rastejando debaixo da banheira e diante dele estava a lista de promessas não cumpridas que sua esposa guardava não no papel, mas na memória.

Cada data.

Cada “vou fazer amanhã”.

— Polina.

— Sim?

— Você poderia simplesmente ter gritado.

— Chorando.

— Como as pessoas normais.

— Pessoas normais consertam os armários quando prometem consertá-los.

Ele puxou o zíper da jaqueta.

Uma vez.

Uma segunda vez — emperrou.

Olhou para baixo.

Depois ergueu os olhos para Polina.

— Nem peça — disse ela.

— Conserte o zíper você mesmo.

Nikolai pegou as malas.

Uma na mão direita, duas na esquerda.

Pesadas.

Polina as havia enchido completamente — não havia ficado nenhuma coisa dele.

Ele entendeu.

— Vou visitar Masha.

— De acordo com o combinado.

— Você liga e conversamos.

— Se não ligar, não conversamos.

— Eu vou ligar.

— Vamos ver.

Ele abriu a porta.

Uma luz fraca iluminava a escada.

O elevador zumbia um andar abaixo.

— Polina — disse ele, já do outro lado da soleira.

— Você poderia ter me pedido para ficar.

Ela olhou para ele com o mesmo olhar das pessoas cuja esperança há muito ultrapassou a fase de negociação e chegou à reta final.

— Para quê?

— Para que você prometesse por mais quatro meses consertar alguma coisa e não consertasse?

— Para que eu dormisse sozinha enquanto você atendia ligações na varanda?

— Não, Nikolai.

— Eu não estou prendendo você.

— Nunca prendi você.

— Você é que não percebia que ainda estava aqui.

A porta se fechou.

A fechadura clicou.

Polina ficou parada por um segundo.

Depois foi até a cozinha e ligou a chaleira.

Pegou o telefone.

— Marina, ele foi embora.

— Como você está?

— Acho que estou bem.

— É até estranho o quanto estou bem.

— E agora?

— Agora vou fazer um chá.

— Depois vou verificar se Masha está dormindo.

— Depois vou me deitar.

— Amanhã será um dia normal.

— Você é forte, Polin.

— Eu não sou forte.

— Apenas não espero mais.

— Esperar é a coisa mais difícil.

— Quando você para de esperar, fica fácil.

Ela desligou.

A chaleira ferveu.

Não vinha nenhum som do quarto — Masha dormia profundamente.

Polina abriu o armário.

A porta se moveu suavemente e em silêncio, sem o menor rangido.

Nas prateleiras que, apenas duas horas antes, estavam ocupadas pelas camisas dele, agora havia pilhas de roupas infantis e toalhas.

Ela as havia colocado ali naquela manhã — antecipadamente, antes do passeio.

Porque sabia.

Não apenas pressentia — sabia.

O sexto sentido não é misticismo.

É o que acontece quando você vive tempo suficiente com uma pessoa que já foi embora há muito tempo, mas se esqueceu de levar suas coisas.

Lá embaixo, perto da entrada do prédio, uma porta de carro bateu.

O motor ligou e o carro foi embora.

Tudo ficou em silêncio.

Polina terminou o chá, colocou a xícara na pia e apagou a luz.

O interruptor do corredor já não piscava.

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