Decidi Ajudar Minha Colega de Quarto da Faculdade a Encontrar Seu Gato Desaparecido, Mas o Que Encontramos Nos Deixou Aterrorizadas

Tinha sido um semestre típico de outono na faculdade—agitado, estressante e cheio do caos habitual de trabalhos, sessões de estudo até tarde e encontros sociais.

Mas para minha colega de quarto, Emma, as coisas tinham tomado um rumo estranho.

O gato dela, Whiskers, tinha desaparecido.

Whiskers não era um gato qualquer.

Ele era uma criaturinha peculiar, com olhos verde-brilhantes e uma pelagem macia e preta que o fazia se destacar entre os outros gatos do campus.

Ele tinha fama de se meter em confusão, mas também era incrivelmente dócil.

Sempre que eu voltava para o dormitório depois de um longo dia, ele ficava esperando na porta, pronto para receber carinho ou perseguir um feixe de luz perdido pelo quarto.

Então, quando Emma me disse que Whiskers tinha sumido, pude ver o quanto ela estava angustiada.

“Ele nunca ficou fora tanto tempo”, disse ela, com a voz tensa de preocupação.

“Eu procurei em todos os lugares—nosso dormitório, os corredores, o pátio.

Eu não sei onde ele está.”

Eu ofereci meu apoio, mas parte de mim achou que ele só tinha dado uma escapada, como às vezes fazia, talvez escondido em algum canto, como gatos costumam fazer.

Mas quando dois dias se passaram e ainda não havia sinal dele, comecei a me preocupar também.

Não era do feitio dele ficar tanto tempo longe.

Uma tarde, depois de terminar um trabalho em grupo, encontrei Emma sentada no sofá, com o rosto pálido e exausto.

Ela rolava a tela do celular, provavelmente verificando os fóruns de pets desaparecidos pela centésima vez.

“Postei em todos os lugares.

Ninguém viu ele”, disse, com a voz carregada de frustração.

Sentei-me ao lado dela e coloquei uma mão tranquilizadora em seu ombro.

“Vamos encontrar ele.

Não se preocupe.”

Naquele momento, tomei uma decisão.

Eu a ajudaria a procurar Whiskers, mesmo que isso significasse passar o resto da noite vasculhando cada canto do campus.

Emma pareceu apreciar a oferta e, depois de pegarmos algumas coisas—lanternas, cartazes com a foto de Whiskers e um saquinho com seus petiscos favoritos—saímos para procurá-lo.

Começamos pelos lugares que ele costumava frequentar—atrás das lixeiras perto dos dormitórios, ao redor do estacionamento dos alunos e nos becos próximos.

Mas a cada esquina que virávamos, nossa busca se tornava mais desanimadora.

Não havia nenhum sinal dele—nenhuma pegada, nenhum miado, nada.

Quando chegamos aos arredores do campus, o céu já estava escuro.

O vento tinha ficado mais forte, e as árvores balançavam de forma assustadora, com seus galhos nus arranhando uns aos outros como dedos esqueléticos.

Estávamos nos aproximando da floresta na beira do campus, um lugar onde eu nunca tinha me aventurado à noite, principalmente porque sempre pareceu quieto demais, isolado demais.

Mas Emma estava determinada, então seguimos em frente.

“Tenho certeza de que ele está escondido em algum lugar por aqui”, disse ela, com um tom de esperança na voz, embora eu pudesse ver o cansaço em seu rosto.

Entramos na floresta, caminhando devagar, chamando por Whiskers de tempos em tempos.

O som das nossas vozes parecia estranhamente vazio na escuridão crescente.

À medida que avançávamos entre as árvores, um arrepio inquietante começou a subir pela minha espinha.

Chegamos a um prédio antigo e abandonado no final da floresta.

Eu nunca o tinha visto antes, mas Emma pareceu reconhecer o lugar.

“Esse lugar… não sei por quê, mas sinto que precisamos verificar”, disse ela, quase em um sussurro.

Hesitei.

O prédio parecia estar abandonado há anos.

As janelas estavam quebradas, e a estrutura parecia estar se desfazendo.

Era um vestígio de outro tempo, e a ideia de explorá-lo à noite parecia uma péssima ideia.

Mas não podia desistir agora.

Tínhamos chegado tão longe.

“Tudo bem”, disse, tentando manter a voz firme.

“Vamos olhar rápido.”

Caminhamos em direção ao prédio, empurrando os matos crescidos que cobriam o caminho até a entrada.

Quando nos aproximamos da porta, notei algo estranho—arranhões no batente de madeira, profundos e irregulares, como se algo tivesse tentado sair dali com desespero.

Emma também percebeu.

“Whiskers?” chamou baixinho, a voz tremendo de esperança.

Não sei por quê, mas tive um pressentimento ruim sobre aquele lugar.

O ar ao nosso redor parecia ficar mais frio, e o silêncio era pesado, quase sufocante.

Tentei ignorar a sensação, mas ela se agarrava a mim como uma sombra.

Empurramos a porta, e o rangido ecoou pelo prédio.

Lá dentro, estava escuro, exceto pela luz das nossas lanternas refletindo nas paredes quebradas e nos destroços espalhados pelo chão.

Ao pisarmos para dentro, senti meu coração acelerar, minha respiração ficar curta.

“Whiskers?” Emma chamou de novo, a voz vacilante.

“Vem, querido.

Estamos aqui.”

O silêncio que se seguiu fez os pelos da minha nuca se arrepiarem.

Virei-me para Emma, pronta para sugerir que saíssemos dali, quando notei algo no fundo da sala.

Uma luz fraca, suave, emanava debaixo de uma pilha de tábuas velhas.

“O que é aquilo?” sussurrei, quase sem voz.

Emma se virou, os olhos arregalados de medo, e ambas nos aproximamos lentamente do ponto luminoso.

Quando chegamos mais perto, vimos uma pequena figura retorcida debaixo das tábuas.

Meu coração disparou ao perceber o que era—Whiskers.

Mas algo não estava certo.

Seu pelo estava sujo e emaranhado, seu corpo torcido de um jeito estranho.

Ele ainda estava vivo, mas mal, os olhos arregalados e cheios de pavor.

Ele soltou um miado fraco e sofrido quando nos aproximamos, e eu o peguei nos braços, minhas mãos tremendo.

Mas quando o levantei, notei algo que fez meu sangue gelar.

Seu pelo estava rasgado em vários pontos, e havia arranhões profundos por todo o seu pequeno corpo—marcas que não pareciam normais.

Eram muito… precisas, quase como se alguém—ou algo—tivesse feito aquilo de propósito.

Emma e eu trocamos olhares horrorizados.

“O que fizeram com ele?” ela sussurrou, a voz embargada.

Eu não tinha uma resposta.

Eu não queria saber.

Saímos do prédio às pressas, nossos corações disparados, e levamos Whiskers para o hospital veterinário mais próximo.

O veterinário disse que ele havia passado por algo traumático, mas não conseguia explicar as feridas profundas nem os ferimentos estranhos no corpo dele.

Naquela noite, não consegui dormir.

A imagem de Whiskers, quebrado e apavorado, me assombrava.

Quem—ou o quê—tinha feito aquilo com ele?

E por que ele foi deixado naquele prédio abandonado?

Nunca descobrimos.

A polícia do campus não encontrou nada suspeito, e Whiskers se recuperou, mas nunca mais foi o mesmo.

Nem nós.

Nunca mais nos aproximamos daquele prédio.

Mas, sempre que ouço um barulho estranho na floresta ou sinto os pelos da minha nuca se arrepiarem, me pergunto se há algo mais nessa história—algo que talvez nunca possamos entender completamente.

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