🔺— Para que uma criança precisa de um quarto separado? Que durma com vocês — decidiu a sogra. O marido assentiu. Agora ele poderá dormir com a mãe para sempre…

Daria colocou duas chávenas sobre a mesa e sentou-se em frente a Kirill, cruzando cuidadosamente as mãos diante de si.

Nas pontas dos seus dedos ainda brilhavam pequenas marcas de cera colorida — durante todo o dia, ela desenhara letras para a festa de outra pessoa, criando arabescos dourados sobre papel grosso.

Em casa, queria silêncio e compreensão, não mais uma discussão.

— Kirill, ouvi dizer que tu e a tua mãe decidiram alguma coisa sobre o quarto do Tima — começou ela suavemente.

— Podes explicar-me?

Caso contrário, sou sempre a última a saber de tudo, como uma espectadora num filme alheio.

— O que há para explicar? — Ele encolheu os ombros sem desviar os olhos do telefone.

— Vamos transformar o quarto da criança num quarto de hóspedes.

O Tima pode dormir connosco, há espaço suficiente na cama grande.

— Espera.

Passámos seis meses a montar aquele quarto, peça por peça.

Eu colei estrelas no teto para ele, e tu penduraste a prateleira e acertaste três vezes no dedo com o martelo.

— Acertei, e depois? — Ele finalmente levantou os olhos.

— A mãe disse corretamente: uma criança pequena não precisa de um quarto separado.

São despesas desnecessárias e mais limpeza.

Se ele ficar perto de nós, será mais tranquilo.

Daria deu um gole no chá e sorriu como sorriem as pessoas que desejam desesperadamente preservar a paz.

Ela sabia que uma única resposta ríspida transformaria a noite num campo de batalha, e não queria isso.

Tima dormia no quarto ao lado, e os sonhos dele eram mais importantes para ela do que qualquer discussão.

— Kirill, vamos ser sinceros — disse ela com calma.

— Esta decisão é tua ou é da tua mãe, e tu apenas a repetes como um papagaio diante do espelho?

— Que diferença faz? — Ele franziu ligeiramente a testa.

— A mãe já viveu uma vida inteira e criou dois filhos.

Ela sabe o que é melhor.

Tu só andas ocupada com os teus arabescos, enquanto é ela quem mantém a casa de pé.

— Interessante.

É ela quem mantém a casa de pé, mas, por alguma razão, nós vivemos no nosso apartamento — a voz dela continuou suave, embora já sentisse um frio crescer dentro de si.

— Eu não estou a discutir, Kirill.

Só estou a pedir que, pelo menos, conversemos os três.

Com calma, como adultos.

— O que há para conversar? — Ele voltou a fixar os olhos no ecrã.

— A mãe vem no fim de semana e explica tudo.

Só não comeces outra vez, o teu temperamento é como lixa.

— O meu temperamento é o de uma pessoa que é colocada diante de um facto consumado e depois é convidada a aplaudir — ela riu baixinho.

— Sabes, uma pessoa sábia escreveu: “Pode-se ceder perante a força, mas não perante a insolência.”

Por enquanto, estou a ceder à paciência, Kirill.

À minha própria paciência.

Ele não respondeu.

Daria terminou o chá, levou as chávenas e decidiu esperar um pouco mais.

Esperaria pela família, pelo filho, por aquele pequeno calor que um dia existira entre eles.

Dois dias depois, Daria entrou no quarto da criança e ficou imóvel à porta.

A cama do Tima tinha sido empurrada para junto da parede, e no seu lugar já se amontoavam caixas com coisas velhas, aparentemente trazidas com antecedência.

Kirill estava agachado e fechava cuidadosamente uma das caixas com fita adesiva.

— Muito bem, e o que é esta mudança de acampamento cigano? — perguntou ela, cruzando os braços sobre o peito, mas ainda com uma leve ironia na voz.

— Pelo que me lembro, não combinámos nada.

— Para que combinar? — resmungou Kirill.

— A mãe mandou as coisas, podem ficar aqui por enquanto.

Além disso, tu mesma vês que este quarto serve mais como arrecadação do que como quarto de criança.

— Um quarto começa a parecer uma arrecadação quando primeiro o enchem de coisas de arrecadação — observou Daria.

— Isso chama-se “criar um problema para depois resolvê-lo com orgulho”.

Um velho truque, Kirill.

— Lá estás tu a fazer-te de esperta outra vez.

Ele levantou-se e sacudiu os joelhos.

— O Tima tem três anos, não lhe interessa onde dorme.

E perto dos pais até fica mais quente.

— É a criança que fica mais quente perto dos pais — disse ela calmamente.

— Não os pais que têm preguiça de resolver os problemas.

Já reparaste que estás a falar com palavras de outra pessoa?

Essa não é a tua voz, Kirill.

É um eco.

— Já chega! — Ele levantou a voz.

— Estás sempre a repetir a mesma coisa.

A mãe só quer o melhor, e tu transformas-a numa inimiga.

Daria aproximou-se das caixas e abriu uma delas.

Lá dentro havia colchas antigas, alguns frascos e um embrulho com jornais amarelados.

Ela tirou o embrulho e ergueu-o à altura dos olhos como se fosse uma prova.

— Kirill, estás a falar a sério?

Queres que o teu filho durma ao lado de um frasco e de jornais de uma vida que já passou há muito tempo? — a voz dela ainda era calorosa, mas já havia nela uma nota de aço.

— Posso suportar muitas coisas.

Mas não à custa da criança.

— Mas isto é temporário!

A mãe vem e resolvemos tudo.

— “Temporário” é a palavra mais permanente nesta casa — disse ela com um sorriso irónico, colocando o embrulho de volta.

— Uma pessoa escreveu: “O problema não é que as pessoas errem, mas que repitam os erros com uma teimosia digna de melhor causa.”

Isso descreve-te neste momento.

Kirill fez um gesto de desdém e saiu, resmungando que não tinha tempo para as “palestras” dela.

Daria ficou sozinha no meio do quarto onde outrora brilhavam as estrelas coladas e pensou que a esperança era uma coisa frágil.

Ainda podia ser salva.

Mas as reservas estavam a acabar.

Eles encontraram-se num café no sábado.

Foi o próprio Kirill quem sugeriu o encontro, dizendo que queria “discutir tudo com calma”.

Daria chegou mais cedo, pediu chá e tirou o bloco de notas para passar o tempo a desenhar novas letras.

Quando Kirill entrou, ela percebeu imediatamente que, ao lado dele, não vinha uma conversa, mas um espetáculo.

— Daria, tens de compreender — começou ele assim que se sentou —, a mãe não faz isso por maldade.

Ela só quer que haja ordem em casa.

Mas tu estás sempre a tomar uma postura de confronto.

— Eu não estou a tomar uma postura, estou a proteger — ela pousou o bloco de notas.

— São posições diferentes, Kirill, embora de fora possam parecer semelhantes.

— Escuta — ele baixou a voz e inclinou-se para a frente.

— A mãe propôs mais uma coisa.

Para facilitar financeiramente, ela vai mudar-se para nossa casa.

Vai cuidar do Tima, cozinhar e ajudar.

E, em troca, nós podemos… bem, ajudá-la um pouco.

Com o apartamento dela.

Daria ergueu lentamente uma sobrancelha.

A imagem começava a formar-se como um mosaico, e ela não gostava nada do padrão.

— O que significa exatamente “ajudá-la com o apartamento”? — perguntou ela em voz baixa.

— Podes, pelo menos uma vez, falar claramente, sem rodeios?

— Bem… — Ele hesitou e depois deixou escapar:

— Vamos passar uma parte do nosso apartamento para o nome dela.

Apenas formalmente.

Para que fique tranquila, sabendo que ninguém a expulsará na velhice.

— Então — ela falava muito devagar, e cada palavra era gelada —, a tua mãe quer ocupar o quarto da criança, mandar o nosso filho dormir na nossa cama e receber uma parte do apartamento no qual investi tudo o que tinha.

E tu estás sentado à minha frente a propor-me isso com a expressão de alguém que oferece um gelado.

— Estás a distorcer tudo! — Ele bateu com a palma da mão na mesa.

— Estás sempre a fazer uma tempestade num copo de água!

Isto são assuntos familiares normais, e tu comportas-te como uma estranha.

— “Estranha” é uma palavra muito conveniente — ela sorriu, mas o riso foi seco.

— Pode-se negar algo a uma estranha e afastá-la para o lado.

Mas, sabes, as estranhas não desenham estrelas na parede do teu filho para que ele não tenha medo do escuro.

— O que é que as estrelas têm a ver com isto?! — Ele quase gritava, e o casal da mesa ao lado virou-se.

— Tu percebes que sem a mãe não vamos conseguir?

Ela vai contribuir com a pensão e pôr tudo em ordem.

E tu só ficas a apertar os lábios!

— Eu não estou a apertar os lábios, Kirill.

Estou a fazer contas — respondeu Daria calmamente.

— E o resultado é este: oferecem-te conforto à minha custa, e tu aceitas sem sequer me consultar.

Isto não são assuntos familiares.

É uma transação em que me colocaram como mercadoria.

— Se não gostas, a porta está aberta — lançou ele com raiva e calou-se imediatamente, ao perceber o que tinha dito.

Daria olhou para ele durante muito tempo, com atenção.

A deceção dentro dela foi substituída por algo firme e claro, algo que já não doía.

Ela compreendeu que o homem sentado à sua frente já tinha feito a escolha há muito tempo, apenas tinha vergonha de a dizer em voz alta.

— Obrigada — disse ela em voz baixa.

— Pela honestidade.

Finalmente disseste alguma coisa com as tuas próprias palavras.

Ela deixou o dinheiro do chá sobre a mesa, pegou no bloco de notas e levantou-se.

Kirill dizia alguma coisa atrás dela, mas ela já não escutava.

Uma única ideia girava na sua cabeça: não se pode adiar um problema para sempre, porque um dia é ele que começa a puxar-nos para trás.

No domingo, Daria foi pessoalmente a casa de Tamara Petrovna.

Subiu até ao andar certo, tocou à campainha e ficou à espera, direita e tranquila.

A porta abriu-se, e a sogra apareceu no limiar, de costas direitas e com a expressão de alguém que já estava certa da vitória.

— Ah, finalmente apareceste — disse ela em vez de cumprimentar.

— Entra, já que vieste.

Mas tira os sapatos, ontem encerei o chão.

— Bom dia, Tamara Petrovna — Daria entrou, mas permaneceu de pé no hall.

— Não vou demorar.

Quero que me ouça diretamente, e não através do telefone avariado chamado Kirill.

— Ora vejam, “telefone avariado” — bufou a sogra, colocando as mãos nas ancas.

— Tens mesmo a língua afiada.

O meu filho diz que torces o nariz a todas as nossas propostas.

E nós só queremos o melhor.

Eu não sou uma estranha para vocês, sou o alicerce da família.

— Normalmente, um alicerce sustenta uma casa, não tenta mudar-se para o quarto de uma criança e apropriar-se das paredes — respondeu Daria calmamente.

— Vamos dispensar as palavras bonitas.

A senhora quer o quarto da criança, uma parte do apartamento e o meu silêncio como bónus.

Vim dizer-lhe que isso não vai acontecer.

— Como te atreves?! — Tamara levantou a voz, na qual já vibrava uma nota histérica.

— Fui eu que criei aquele rapaz, o meu Kirill, passei noites sem dormir, e tu, uma estranha, vais dar-me ordens?!

Eu posso expulsar-te desta família com um único dedo!

— Com um único dedo, a senhora pode, no máximo, tocar a uma campainha — Daria nem sequer pestanejou.

— Tamara Petrovna, vamos fazer as contas.

O apartamento foi comprado com o meu dinheiro, e todos os documentos estão em meu nome.

Kirill sabe disso perfeitamente, mas parece que lhe contou outra história, provavelmente mais interessante.

A sogra abriu a boca para lançar uma nova salva, mas Daria continuou sem lhe dar tempo de ganhar impulso.

— A criança vai dormir no seu próprio quarto, debaixo das suas próprias estrelas no teto.

Isso não está em discussão — a voz dela era calma e fria.

— O que pode ser discutido é a forma como a nossa vida será organizada a partir de agora.

E receio que, no seu esquema, não haja lugar para todos nós, por isso vou simplesmente cancelá-lo.

— Kirill não vai permitir isso! — gritou Tamara.

— Ele é meu filho, vai seguir-me!

Tu aqui não és ninguém, percebeste?

Ninguém!

— Talvez — Daria sorriu ligeiramente.

— Mas essa “ninguém” tem todas as chaves e todos os documentos, enquanto a senhora só tem uma voz alta e um apartamento de uma divisão.

Tem de admitir que a sua posição não é muito favorável.

— Sua… E para onde vais sem nós?! — A sogra quase engasgou com a ousadia da interlocutora.

— Vais ficar sozinha com uma criança nos braços e ainda vais voltar a correr para te ajoelhares aos nossos pés!

— Sabe, há uma ideia muito acertada — Daria já segurava a maçaneta.

— “Quem grita mais alto é, muitas vezes, quem menos acredita ter razão.”

A senhora está muito barulhenta neste momento, Tamara Petrovna.

Tire as suas próprias conclusões.

Adeus.

Ela saiu, fechou cuidadosamente a porta atrás de si e desceu as escadas com passos firmes.

Atrás dela ficou um apartamento onde alguém continuava a gritar para o vazio, sem perceber que a espectadora já tinha abandonado a sala.

Daria caminhava em direção ao carro e já sabia o que faria a seguir — com calma, rapidez e sem olhar para trás.

Uma semana depois, Daria estava no meio do seu pequeno atelier, uma sala clara com mesas compridas, sobre as quais secavam folhas cobertas de letras douradas, enquanto o ar cheirava a cera quente e papel.

Ali, entre os seus trabalhos, conseguia respirar livremente.

Polina, uma amiga de longa data que a ajudava a transportar as coisas, tinha vindo visitá-la.

— Então, conta-me tudo — Polina colocou uma caixa sobre a mesa.

— Quando soube que os puseste todos no lugar de uma só vez, quase entornei o chá.

Resolveste mesmo tudo numa semana?

— Para quê adiar? — Daria encolheu os ombros e sorriu.

— Um problema que se adia não envelhece.

Apenas se torna mais insolente.

Aluguei este espaço para o atelier, e no andar de cima há um pequeno apartamento.

Eu e o Tima já estamos quase instalados.

E pus o outro apartamento à venda.

Já não preciso da cidade, quero comprar uma casa.

— E o Kirill? — perguntou Polina com cuidado.

— Como está ele?

— Kirill — Daria sorriu ironicamente enquanto organizava pequenos frascos de tinta — apareceu no terceiro dia.

Com uma expressão como se eu é que lhe tivesse feito alguma coisa.

Naquele momento, alguém bateu à porta, e Kirill apareceu no limiar como se estivesse a seguir um guião.

Estava inquieto, mudava o peso de um pé para o outro e segurava um saco nas mãos, provavelmente com brinquedos para Tima.

— Daria — começou ele.

— Escuta, o que foi isto que fizeste?

Trouxe as coisas do Tima.

E, além disso… a mãe está preocupada.

Não podemos voltar tudo ao que era?

— Olá, Kirill — Daria limpou calmamente as mãos com um pano.

— Obrigada pelas coisas do Tima, põe-nas ali.

Quanto a “voltar tudo ao que era”, estás atrasado aproximadamente uma vida inteira.

— Vá lá, para com isso! — Ele entrou e começou a olhar à volta.

— O que é este lugar?

Estás a pensar viver aqui?

Sozinha com a criança?

Sem mim, vocês não vão conseguir, percebes isso!

— Sabes o que é engraçado? — Daria sentou-se na beira da mesa e olhou para ele quase com pena.

— Vieste salvar pessoas que estão perfeitamente bem.

Pela primeira vez num mês, o Tima dorme tranquilamente, na sua própria cama, debaixo das suas próprias estrelas.

E tu estás a sugerir que voltemos para o meio das caixas.

— Mas isto tudo foi a mãe… — começou ele, como de costume.

— Foi ela que insistiu, eu apenas…

— Aí está — ela levantou um dedo.

— É precisamente esse o problema.

Deram-te a escolha entre a tua mulher, o teu filho e um esquema confortável, e tu simplesmente assentiste em silêncio.

O silêncio também é uma escolha, Kirill.

Só que é a mais cobarde de todas.

— Queres que eu fale com a mãe?! — Ele quase implorava, e a antiga arrogância desaparecera da sua voz.

— Digo-lhe para nos deixar em paz!

Mas acaba com este circo!

— É tarde demais — respondeu Daria com suavidade, mas com firmeza.

— Já decidi tudo.

Os documentos do apartamento estão em meu nome, e dispus deles como considerei adequado.

O Tima vive comigo.

E tu… querias tanto dormir perto da tua mãe.

Parabéns, agora podes fazê-lo para sempre, ninguém vai impedir-te.

Kirill ficou imóvel.

Evidentemente, imaginara aquela conversa de outra forma — com lágrimas, súplicas e a possibilidade de voltar tudo “ao que era antes”.

Mas a mulher à sua frente já não era alguém que se pudesse afastar para o lado.

— Tu… ainda vais arrepender-te — conseguiu dizer, mas nem ele próprio acreditou nas palavras.

— Duvido — ela sorriu sem raiva.

— Um homem sábio disse certa vez: “Ao partir, deixem a porta entreaberta apenas o suficiente para que só a consciência possa voltar.”

A tua consciência, Kirill, pode entrar quando quiser.

Mas tu, com os teus “é temporário” e “a mãe disse”, já não podes voltar.

Ele ficou ali mais um pouco, pousou o saco sobre uma cadeira e saiu, de ombros curvados.

Polina espreitou por detrás da estante e assobiou.

— Uau — disse ela.

— Nem sequer tremeste.

— Para que haveria de tremer? — Daria aproximou-se da mesa e pegou num pincel.

— Aguentei durante seis meses e depois resolvi tudo numa semana.

Sabes qual é a diferença entre mim e eles?

Eles só sabem pressionar.

Eu sei colocar um ponto final.

Ela mergulhou o pincel na tinta dourada e desenhou a primeira letra numa folha limpa — direita, segura e sem um único movimento desnecessário.

No andar de cima, no pequeno apartamento acima do atelier, Tima dormia, e as estrelas coladas brilhavam novamente no teto.

— Escuta — Polina sorriu —, agora estás mesmo a começar tudo numa página em branco.

E em breve terás uma casa nova.

— Não numa página em branco — respondeu Daria com um sorriso, indicando as páginas preenchidas com letras douradas.

— Numa página bonita.

As páginas em branco pertencem a quem tem medo de começar.

Eu já comecei, e a casa também vai existir.

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