— Querem me jogar lama em cima na frente de todo mundo?

Então eu também não vou ficar calada, — não aguentou a nora, e os convidados ficaram boquiabertos.

Marina distribuiu nos pratos a salada Olivier já picada, tentando deixar as porções iguais.

As mãos tremiam de leve — não de cansaço, embora ela tivesse passado o dia inteiro na cozinha, mas por um pressentimento.

Aniversário do sogro, cinquenta e cinco anos, e toda a família reunida no apartamento de três quartos deles.

Ou seja, haveria mais um espetáculo.

— Marininha, a salada você fez sozinha ou o Dima ajudou? — veio da sala a voz de Liudmila Petrovna.

A sogra já tinha começado.

— Fiz sozinha, Liudmila Petrovna, — respondeu Marina, saindo com a bandeja.

— O Dima só descascou as batatas.

— A-a-a, — arrastou a sogra, passando os olhos pelos pratos.

— Entendi.

— Estou vendo que o seu ervilhinho é meio miúdo.

— Eu costumo pegar um maior, é mais suculento.

Os convidados — a irmã do sogro com o marido, dois vizinhos, um velho amigo da família — estavam à mesa e fingiam não ouvir.

Marina sabia: ouviam perfeitamente, só fingiam não perceber.

— Liudmila Petrovna, é a mesma ervilha que a senhora sempre compra, — disse Marina, baixinho.

— Eu peguei da sua despensa.

A sogra apertou os lábios e mudou de assunto:

— O seu vestido está… meio solto.

Você engordou?

Ou ele é que é sem forma assim?

Marina fechou os punhos debaixo da mesa.

O vestido era novo, azul-escuro; ela o escolheu por duas semanas para ficar apresentável numa festa de família.

— Acho que está normal, — interferiu Dima, o marido dela.

— A Marina está bem.

— Eu não estou dizendo que está mal, — Liudmila Petrovna fez um gesto com a mão.

— Só que a minha Svetka, sua irmã, anda sempre tão elegante.

— E essa juventude de hoje se veste de um jeito que você não entende: não dá para saber se vai ao mercado ou ao médico.

Viktor Semiónovitch, o sogro, estava sentado na cabeceira e rolava o telefone, sem prestar atenção no que acontecia.

Ele já estava mergulhado nos próprios pensamentos: a expansão da oficina, um novo contrato com fornecedores de peças.

As brigas familiares não lhe interessavam.

O jantar continuou.

Marina servia os pratos e ouvia observações de que a carne estava um pouco seca («devia ter deixado mais tempo no papel-alumínio»), de que o acompanhamento era simples demais («podia ter inventado algo mais interessante, não só arroz»), de que os guardanapos não eram os certos («eu tinha dito para pegar de tecido, não de papel, é aniversário»).

Depois de cada comentário, Marina ia à cozinha, respirava fundo e voltava com um novo prato.

Isso já durava três anos — desde o casamento com Dima.

No começo, ela tentava se justificar, explicar, mas isso só jogava gasolina no fogo.

Depois, passou a ficar calada.

E isso também não ajudava.

Uma vez, seis meses antes, ela não aguentou e reclamou com o marido.

— Dim, a sua mãe vive me criticando.

Na frente de convidados, na frente de parentes.

Como se eu não soubesse fazer nada.

Dima então estava deitado no sofá, vendo futebol.

— Ah, a minha mãe é assim.

Acostuma.

Ela pega no pé de todo mundo, não só de você.

— Mas é humilhante.

Eu me esforço, cozinho, arrumo a casa, e ela sempre acha algo para criticar.

— Marin, não liga.

Ela não faz por mal.

É só o jeito dela.

— Dima, para mim é pesado.

— Para mim é pesado ficar ouvindo você reclamar, — ele não tirava os olhos da tela.

— Eu ralo o dia inteiro no trabalho; em casa eu quero descansar.

Marina então foi ao banheiro e chorou baixinho, para ele não ouvir.

Agora, na mesa de festa, ela voltava a ficar calada e a sorrir de forma forçada quando precisava.

Os convidados falavam de política, do preço da gasolina, do novo shopping na periferia.

Liudmila Petrovna de vez em quando metia a colher, ora falando com o marido, ora com os convidados, mas o olhar dela sempre voltava para Marina.

— Vitia, põe mais uma vodquinha para mim, — pediu ao marido.

— Temos motivo, é o seu aniversário.

Viktor Semiónovitch serviu obediente.

As bochechas dele ficaram rosadas; o humor claramente melhorou.

Ele levantou o copinho:

— À família!

E que tudo fique bem para nós, e que os netos apareçam logo!

Marina se tensionou sem querer.

O assunto de filhos era doloroso.

Ela e Dima tentavam há um ano, mas nada acontecia.

Os médicos disseram: é preciso tempo, não se preocupem, vai acontecer.

Liudmila Petrovna deu um gole e de repente se virou para Marina:

— Não é verdade, Marininha?

Quando vocês vão nos fazer avó e avô?

Já estão casados há três anos.

Marina ficou calada.

Dima pigarreou, sem jeito.

— Mãe, a gente já falou, não fala disso.

— Não fala do quê? — a sogra fingiu surpresa.

— Eu só estou perguntando.

Vai ver o problema é nela? — ela fez um gesto na direção de Marina.

Vai ver tem que ir ao médico?

Fazer exames?

— Liudmila Petrovna, nós já fomos ao médico, — disse Marina, baixinho.

— Está tudo bem.

Com os dois.

— Então qual é o problema? — a sogra elevou a voz.

Ou você está fazendo carreira?

Eu na sua idade já tinha tido o Dima e criava a Svetka.

E você fica aí no seu trabalho.

Quanto você ganha, afinal?

Uma mixaria, aposto.

Os convidados baixaram os olhos para os pratos.

A irmã do sogro tossiu e começou a falar alguma coisa sobre o tempo, mas Liudmila Petrovna não parava:

— E eu também percebo que você e o Dima quase não ficam juntos.

Ele no trabalho, você no trabalho.

E quando vocês pretendem cuidar de um bebê?

Será que você não serve para ele como esposa?

O silêncio pairou sobre a mesa.

Marina olhava para a sogra e sentia crescer dentro de si algo quente e incontrolável.

Três anos.

Três anos ela aguentou.

Três anos ouvindo sobre a sua incompetência, sobre o vestido «inadequado», sobre o borscht não suficientemente gostoso, sobre as cortinas mal escolhidas no quarto.

Ela lembrou daquele dia, dois meses antes.

Era sábado; ela ia ao centro comprar um presente para uma amiga.

No semáforo, virou a cabeça por acaso — e viu.

Liudmila Petrovna caminhava pela calçada de braço dado com um homem jovem.

Ele claramente não tinha mais de trinta — corpo atlético, jeans, jaqueta de couro.

Eles riam, entraram numa loja cara com vitrines chamativas.

Marina ficou paralisada, mas decidiu que talvez tivesse se enganado, talvez fosse alguém parecida.

Uma semana depois, ela os viu juntos de novo.

Desta vez, eles saíam de um restaurante no centro.

O mesmo homem jovem e a sogra — só que agora ela estava com um casaco caro, novo.

Entraram num táxi e foram embora.

Marina então não disse nada a Dima.

Pareceu que não era da conta dela.

Mas agora, quando Liudmila Petrovna a humilhava mais uma vez diante de todos, quando insinuava que Marina era uma má esposa e a razão de não haver filhos…

— Liudmila Petrovna, — a voz de Marina saiu baixa, mas firme.

— Eu já queria dizer uma coisa há muito tempo.

A sogra ergueu as sobrancelhas, surpresa:

— O que foi agora?

— Querem me jogar lama em cima na frente de todo mundo?

Então eu também não vou ficar calada, — as palavras escaparam por si só.

Os convidados congelaram.

Dima encarou a esposa de boca aberta.

Marina continuou, sem parar:

— Há três anos a senhora me critica por tudo.

Pela comida, pela roupa, pela limpeza.

Diz que eu sou uma dona de casa ruim, que não tenho gosto, que não sou boa o suficiente para o seu filho.

E agora ainda me acusa de não termos filhos.

Mas talvez seja melhor a gente falar do que eu vi.

— O que você viu? — a voz de Liudmila Petrovna ficou fria.

— Eu vi a senhora, dois meses atrás, no centro.

Com um homem que daria para ser seu filho.

A senhora andava por lojas, ria.

E depois eu vi a senhora num restaurante na Avenida Lênin.

O mesmo homem.

A senhora estava com um casaco caro, novo.

Interessante: com o dinheiro de quem a senhora se diverte assim?

Com o que o Viktor Semiónovitch ganha na oficina dele, enquanto a senhora se diverte?

O rosto da sogra ficou pálido, depois vermelho.

Viktor Semiónovitch virou-se devagar para a esposa.

Os convidados estavam como pedra.

— Marina, o que você está dizendo?! — explodiu Liudmila Petrovna.

— Você está me seguindo?!

— Não, eu vi por acaso.

Duas vezes.

E fiquei calada, porque achei que não era da minha conta.

Mas quando a senhora me acusa diante de todos por não termos filhos, quando diz que eu sou uma esposa ruim, — eu não posso mais ficar calada.

Talvez a senhora devesse pensar em que tipo de esposa é, Liudmila Petrovna.

— Liuda, — a voz de Viktor Semiónovitch estava rouca.

— Isso é verdade?

A sogra abria e fechava a boca como um peixe fora d’água.

— Vitia, eu… isso é um mal-entendido.

É o sobrinho da minha amiga, eu estava ajudando ele a escolher um presente…

— Duas vezes?

Em lugares diferentes?

E no restaurante também? — o sogro se levantou da mesa.

— Se arruma.

Vamos para casa.

Agora.

— Vitia, os convidados…

— Que se dane os convidados! — ele levantou a voz pela primeira vez naquela noite.

— Eu disse: vamos para casa!

Liudmila Petrovna se levantou num pulo, pegou a bolsa.

O rosto dela estava distorcido — de vergonha, raiva, medo.

Ela lançou a Marina um olhar cheio de ódio, mas não disse nada.

— Tudo de bom, — disparou seco Viktor Semiónovitch aos convidados e saiu do apartamento.

A sogra correu atrás dele.

A porta bateu.

No apartamento ficou um silêncio pesado.

A irmã do sogro foi a primeira a recobrar os sentidos:

— Nossa…

Eu acho que também vou indo.

Obrigada pelo jantar, Marina.

Os outros convidados se apressaram, agradeceram, se vestiram e foram embora.

Dez minutos depois, Marina e Dima ficaram sozinhos.

Ele olhou para ela por um longo tempo, em silêncio.

— Por que você fez isso? — perguntou por fim.

— Porque eu não aguentava mais.

— Você destruiu a família.

— Eu? — Marina deu um sorriso amargo.

— Dima, eu aguento humilhações da sua mãe há três anos.

Há três anos você me ignorava quando eu pedia para você intervir.

E agora eu é que destruí a família?

— Talvez ela estivesse falando a verdade sobre o sobrinho da amiga.

— Dima, você está falando sério?

Duas vezes?

Num restaurante?

Ele ficou calado.

Depois se levantou e foi para o quarto.

Marina ficou sozinha na cozinha, cercada de louça suja e comida pela metade.

Liudmila Petrovna não conseguiu dormir por muito tempo naquela noite.

Viktor Semiónovitch dormia em outro quarto — pela primeira vez em vinte e sete anos de casamento.

A conversa deles foi curta e dura.

— Eu sabia que você tinha alguém, — disse ele quando chegaram em casa.

— Eu sei disso há muito tempo.

Achei que ia passar.

Mas eu não achei que você fosse se rebaixar a ponto de levar ele para lojas e restaurantes com o meu dinheiro.

E ainda por cima ensinar os outros a viver.

— Vitia, me perdoa, eu…

— Amanhã de manhã eu vou ao advogado.

Vamos ver o que ele diz sobre a partilha de bens.

Agora eu tenho testemunhas da sua traição.

Obrigada, nora.

— Vitia, por favor, não.

Eu não vou mais fazer isso.

— Eu vou pensar.

Talvez.

Mas você tem uma semana para decidir o que é mais importante para você — a família ou esse seu amiguinho.

Ele foi para o escritório e se trancou.

Liudmila Petrovna ficou deitada no escuro, repassando na cabeça os acontecimentos da noite.

Como ela pôde passar essa vergonha?

Como não percebeu que Marina a tinha visto?

E o principal: por que ela mesma levou a situação ao ponto de a nora tomar coragem para isso?

Ela se lembrava de como vivia implicando com a moça.

No começo era quase reflexo — só queria mostrar que ela, Liudmila Petrovna, era mais experiente, mais inteligente, sabia melhor como o certo era feito.

Depois virou hábito.

Ela gostava da sensação de poder quando Marina suportava tudo em silêncio.

Talvez isso compensasse o vazio que ela sentia no casamento nos últimos anos.

Viktor Semiónovitch vivia no trabalho.

As conversas se limitavam a contas, reforma, compras.

Nada de romance, nada de atenção.

Ela se sentia uma dona de casa sem graça ao lado de um marido bem-sucedido.

Andrei apareceu por acaso.

Treinador na academia, para onde ela começou a ir depois de ler um artigo sobre vida saudável.

Ele era atencioso, fazia elogios, se interessava pela opinião dela.

Com ele, ela se sentia desejada, jovem.

Eles começaram a se encontrar — primeiro só um café, depois almoços, depois jantares.

Ela gastava o dinheiro do marido sem pensar.

Parecia que ela merecia aquela atenção, aquele luxo.

Mas agora, quando tudo veio à tona, quando Viktor Semiónovitch falava em divórcio, quando os convidados viram a humilhação dela, — ela entendeu de repente o que estava perdendo.

Perdia a casa, a estabilidade, o respeito dos parentes.

E por causa de quê?

Por uma ilusão de juventude com um homem que, provavelmente, só se aproveitava do dinheiro dela?

Na manhã do dia seguinte, Liudmila Petrovna ligou para Marina.

Ficou escutando os toques por muito tempo.

— Alô, — a voz fria da nora.

— Marina, sou eu.

Liudmila Petrovna.

Silêncio.

— Eu… eu queria conversar.

Posso ir aí?

— Não acho que seja uma boa ideia.

— Por favor.

Eu preciso dizer uma coisa.

Pausa.

Depois:

— Tudo bem.

Venha depois do almoço.

O Dima vai estar no trabalho.

Elas se encontraram no mesmo apartamento onde, na véspera, tinha acontecido o escândalo.

Liudmila Petrovna entrou insegura, olhou em volta.

Marina fez chá, colocou as xícaras na mesa.

— Fale, — disse ela.

A sogra ficou muito tempo em silêncio, girando uma colherzinha nas mãos.

— Eu quero pedir desculpas.

Por tudo.

Pelo jeito que eu me comportei nesses três anos.

Pelo que aconteceu ontem.

Por… por tudo.

Marina olhava para ela em silêncio.

— Eu não entendia o que estava fazendo.

Quer dizer, eu entendia, mas não dava importância.

Eu achava que era normal “te ensinar”, te criticar.

Que eu era mais velha, mais experiente, e que era meu direito.

Mas, na verdade, eu só… eu só era infeliz.

No meu casamento.

Na minha vida.

E descontava em você.

— Liudmila Petrovna, — Marina suspirou.

— Eu não sou psicóloga.

E não posso resolver os seus problemas.

— Eu sei.

Eu só quero que você saiba: eu estava errada.

Você é uma boa moça.

Uma boa dona de casa.

Uma boa esposa para o Dima.

E eu fui uma péssima sogra.

E uma péssima esposa.

Você pode me prometer que não vai contar a ninguém o que viu comigo e com aquele homem?

A ninguém, nunca?

— A senhora fez as pazes com o Viktor Semiónovitch?

Liudmila Petrovna balançou a cabeça:

— Ainda não.

Ele me deu uma semana para eu provar que posso mudar.

Eu já escrevi para o Andrei dizendo que não vamos mais nos ver.

Apaguei o número dele do telefone.

Quero tentar consertar as coisas com o Vitia.

Se ele ainda me der uma chance.

— Espero que dê certo.

— Marina, eu me arrependo de verdade do que eu disse sobre filhos.

Foi baixo.

E injusto.

Eu sei que você e o Dima estão tentando.

E eu acredito que vai dar certo.

Marina assentiu.

Ela já não sentia raiva.

Só cansaço.

— Liudmila Petrovna, eu não quero estragar as relações na família.

Mas eu não vou mais suportar humilhações.

Se a senhora voltar a se comportar como antes, — eu simplesmente vou parar de falar com a senhora.

— Eu entendo.

E eu prometo que vou me comportar diferente.

A noite de ontem… me mostrou muita coisa.

Só não conte para mais ninguém.

Elas terminaram o chá em silêncio.

Depois a sogra se levantou, agradeceu pela conversa e foi embora.

Passaram-se seis meses.

Liudmila Petrovna e Viktor Semiónovitch ficaram juntos.

Não houve divórcio — ele decidiu dar a ela mais uma chance, mas com a condição de que fossem a um psicólogo de casal.

Eles iam toda semana, conversavam sobre o que se acumulou ao longo dos anos, aprendiam a se ouvir.

Viktor Semiónovitch começou a voltar mais cedo para casa.

Liudmila Petrovna se matriculou em um curso de floricultura — um sonho antigo, para o qual antes não havia tempo ou vontade.

Ela ficou mais calma, mais confiante.

Com Marina, o contato foi contido, mas sem a tensão de antes.

Liudmila Petrovna não fazia mais comentários maldosos, não criticava.

Às vezes até pedia conselho — por exemplo, que livro ler ou que filme assistir.

Marina respondia, surpresa com as mudanças.

Dima demorou para perdoar a esposa por aquele escândalo.

Eles brigaram algumas vezes; ele a acusava de crueldade.

Mas, aos poucos, vendo como a mãe mudava e como as relações entre os pais melhoravam, ele começou a entender que Marina tinha razão.

Uma noite, ele disse:

— Me desculpa.

Eu devia ter te defendido antes.

Não te ignorar, mas intervir.

Você estava sozinha contra todos, e eu não te ajudei.

Marina o abraçou:

— Já passou.

O importante é que agora estamos juntos.

E, um mês depois, ela descobriu que estava grávida.

Ela e Dima ficaram muito tempo em silêncio olhando para o teste; depois caíram na risada e se abraçaram.

Quando contaram a notícia aos pais, Liudmila Petrovna chorou — não só de alegria, mas também de vergonha.

Ela se aproximou de Marina e a abraçou:

— Obrigada.

Por ter me parado naquele dia, seis meses atrás.

Você salvou a nossa família.

Todos nós.

Marina sorriu.

Ela não guardava rancor.

Havia tanta coisa nova pela frente — um bebê, novas preocupações, novas dificuldades.

Mas agora ela sabia: eles dariam conta.

Porque aprenderam a dizer a verdade.

E não têm medo.

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